segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Olhar de Prazer - Walter Pereira Pimentel

Olhar atrevido...
Displicente.. Maroto...
Como o de um adolescente, garoto
Sobre o teu corpo, enternecido.

Olhar que causa inibição,
Quando comprido,
Ao penetrar decote a dentro, pelo vestido,
Cheio de desejos e excitação!

Olhar, o nosso olhar,
Quando um corpo a esquadrinhar
Tudo, praticamente, nele vê!

Medos...Desejos...
Carinhos...beijos...
Ah! olhar de prazer!

A Uma Mulher Amada - Safo

Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.

Sinto um fogo sutil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem-querida,
e no transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.

Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E pálida e perdida e febril e sem ar,
um frêmito me abala... eu quase morro ... eu tremo.


Arnaldo Antunes


Rubem Alves


Ita Portugal

"Não me acostumo com esse mundo de coisas caras, pessoas baratas e sentimentos em liquidação."

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Finale


Autor Desconhecido


Raul Seixas


Crescendo


O Bosque de Berkana


Autor Desconhecido


Morticia Addams


Voltaire


Cícero


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Lady Susan - Jane Austen [9]

Carta 34
Sr. De Courcy à Lady Susan
Hotel
Escrevo apenas para dar o adeus. O feitiço foi removido; vejo você como você realmente é.
Desde que nos separamos ontem, tenho recebido de uma autoridade incontestável tal história a seu respeito, que deve levar a mais mortificante convicção do engano a qual fui submetido, e da necessidade absoluta de uma separação imediata e eterna de você. Você não deve ter dúvida do que me refiro.
“Langford! Langford!” Essa palavra será suficiente. Recebi as minhas informações na casa do Sr. Johnson, da própria Sra. Mainwaring.
Você sabe como eu amei você, e pode intimamente julgar meus atuais sentimentos. Mas eu não sou tão débil de encontrar prazer em descrevê-los a uma mulher que se sente gloriosa em aguçar minhas angustias, mas cujo afeto nunca fui capaz de ganhar.
R. de Courcy


Lady Susan - Jane Austen [8]

Há algo agradável em sentimentos tão facilmente manipulados, não que eu inveje sua possessão, nem seria tão agradável para o mundo como é para mim mesma. Mas eles são muito convenientes quando se quer influenciar as paixões do outro.

Cem Escovadas Antes de ir para a Cama [5]

"Eu queria chorar, mas me segurei. Minha mãe não sabe que os diamantes do rei foram para mim as cruas bestialidades de homens grosseiros e incapazes de amar."

"Onde está Valerio? Por que me deixou sem nem um beijo sequer?"

"- Espero, espero na noite escura, e abro a porta, pois alguém bate. Depois da má vem a boa sorte e com ela quem não sabe a arte."

"Apoiei os lábios no bocal e ouvi sua voz mal saída do sono.
- Quero viver você - sussurrei com um fio de voz."

"A lua está um pouco escondida e parece me observar com um olhar de compaixão e indulgência.
Pergunto a ela o que devo fazer.
Ela me diz que é difícil extrair as incrustações do coração."

"Eu fujo e ele me pega de volta. E é tão bom sentir suas mãos que me apertam sem me oprimir..."

"Depois, uma noite, fizemos amor, e quando voltei para casa vi meus cabelos ainda brilhantes e a maquiagem intacta. Uma princesa, como minha mãe sempre disse, tão linda que até os sonhos querem roubá-la."


Cem Escovadas Antes de ir para a Cama [4]

Carta de Melissa ao professor Hubert.

Essa calcinha sou eu. É a coisa que melhor me descreve. De quem poderia ser, estranha e assim desenhada, com um lacinho pendurado de cada lado, senão de uma pequena Lolita? Mas essa calcinha, além de me pertencer, é o meu corpo e eu.
Já me aconteceu muitas vezes de fazer amor usando-a, talvez nunca com você, mas não importa... Esses lacinhos são um obstáculo para meus instintos e meus sentidos, são amarras que, além de deixar marcas na pele, bloqueiam os meus sentimentos... Imagine o meu corpo seminu usando apenas essa calcinha: desfeito o nó, só uma parte de mim vai se libertar, a Sensualidade. O espírito de Amor ainda enfrenta o obstáculo do nó do lado esquerdo. E então, aquele que desfez o laço da parte da
Sensualidade só verá em mim a mulher, a menina ou, de um modo mais geral, a fêmea, que só pode receber sexo, nada mais. E ele me possui apenas pela metade e é justamente o que desejo na maior parte dos casos. Se alguém desfizer apenas o laço do Amor, eu também só poderei dar uma parte de mim, uma parte mínima, embora profunda. Depois, num dia qualquer da vida, surge aquele carcereiro que te entrega as duas chaves para liberar seus espíritos: Sensualidade e Amor estão livres e voam. Você se sente bem, livre e satisfeita, e sua mente e seu corpo não pedem mais nada, não te atormentam mais com suas exigências. Como um suave segredo, eles são liberados por uma mão que sabe como acariciar, que sabe como fazer vibrar, e basta o pensamento daquela mão para encher de calor o corpo e a mente.
Sinta agora o cheiro daquela parte de mim que está exatamente no centro, entre Amor e Sensualidade: é a minha Alma que sai e transpira pelos meus sucos. Você tinha razão quando dizia que eu nasci para trepar, como pode ver, até mesmo a minha Alma quer se sentir desejada e exala o seu cheiro, cheiro de fêmea. Talvez a mão que liberou meus espíritos seja a sua, professor.
E ouso dizer que somente o seu olfato foi capaz de captar o meu suco, a minha Alma. Não brigue comigo, professor, se estou me comprometendo, sinto que tenho que fazer isso, pelo menos no futuro não vou sentir remorso por perder alguma coisa sem tentar agarrá-la. Essa coisa faz ranger dentro de mim uma porta que não foi bem lubrificada, o barulho é ensurdecedor. Quando estou com você, nos seus braços, eu e a minha calcinha estamos livres de qualquer impedimento ou corrente. Mas, em seu vôo, os espíritos esbarram num muro: o horrível e injusto muro do tempo que passa lentamente para um, veloz para o outro, uma série de cifras que os mantêm distantes.
Espero que a sua inteligência matemática possa ajudar na solução dessa tremenda equação. Mas não é só isso: você só conhece uma parte de mim, embora tenha liberado duas. E não é essa a parte que eu queria deixar viver, não somente. Você decide se devemos dar uma reviravolta em nossa relação, se devemos torná-la mais... "espiritual"; um pouquinho mais profunda. Confio em você.
Sua,
Melissa


Cem Escovadas Antes de ir para a Cama [3]

"- É por isso que você me faz perder a cabeça: é madura, inteligente e a paixão que tem é sem limites."

"O amor, o que procuro desde sempre, às vezes me parece tão distante, tão diferente de mim..."

"- Você já violentou minha cabeça, se instalou dentro de mim. Agora vai ter que me violentar o corpo, vai ter que deixar alguma coisa sua dentro de mim."

"Quando cheguei em casa, não me olhei no espelho e antes de ir dormir não dei as cem escovadas: ver o meu rosto acabado e meus cabelos emaranhados me causaria dor, dor demais."

"Olhava as estrelas e tinha a impressão de que devia captar o som delas também, imperceptível, seres que brilham intermitentemente."

"A violência me mata, me estraga, me suja e se nutre de mim, mas com e por ela sobrevivo, dela me alimento."

"Onde foi parar você, a Narcisa que se amava tanto e tanto sorria, tanto queria dar e mais ainda receber? Onde acabaram seus sonhos, suas esperanças, suas loucuras, loucuras de vida, loucuras de morte? Onde está você, imagem refletida no espelho, onde posso te procurar, te encontrar, como te segurar?"





Cem Escovadas Antes de ir para a Cama [2]

"Vi olhos tristes, que o lápis preto escorrendo pelo rosto tornava ainda mais miseráveis. Vi uma boca que tinha sido violentada diversas vezes naquela noite e que tinha perdido o seu frescor. Me sentia invadida, emporcalhada por corpos estranhos."

"Às vezes os caminhos tortos também podem ser certos, e vice-versa."

"Para mim é difícil ser de alguém, não sou nem de mim mesma."

"Lá vou eu de novo, sempre a mesma história. O que posso fazer, não consigo deixar de provocar quem está na minha frente e gosto disso. Faço isso com cada palavra e cada silêncio, e me sinto bem assim. É um jogo."

"Tem dias que não sei se devo parar de respirar definitivamente ou se fico em apnéia durante todo o tempo que me resta."

"Passo as mãos nos cabelos, puxo para trás, faço uma careta só para parecer simpática e rir de mim mesma: mas não consigo, quero chorar, quero me punir."

"A menina vestida de mulher que está diante de mim tem os olhos acesos e ávidos (de quê? de sexo? de amor? de vida verdadeira?). A menina só é senhora de si mesma."

"Como um paraíso era a minha Lolita, um paraíso imerso em chamas - Prof. Hubert"

"Ensinar-me a fazer amor com uma mulher ou ensinar-me a amar? Talvez as duas coisas se compensem..."

"Seus gemidos me fazem morrer, perco o controle. É fácil perder o controle com ele."


Cem Escovadas Antes de ir para a Cama

"O prazer de observar-me é tão grande e tão forte que logo se transforma em um prazer físico que chega com uma sensação inicial de cócegas e termina num calor e num estremecimento novos, que duram poucos segundos. Depois vem a vergonha."

"São falsas as minhas amizades, nascidas do acaso e crescidas na mediocridade, tão pouco intensas..."

"Quero sentir meu coração se derreter e quero ver as estalactites do meu gelo se quebrando e afundando no rio da paixão, da beleza."

"Eu sei, vivo em conflito permanente comigo mesma... Sinto-me bem com a cumplicidade da música e não preciso de mais nada."

"Não sei se me faz bem desabafar, mas pelo menos me distraio."

"E depois tem a vontade de experimentar um prazer que seja produzido por outra pessoa que não eu, de sentir a pele de alguém contra a minha."

"...é tão difícil assim se deixar amar?"

"Sinto meu corpo arrasado e pesado, inacreditavelmente pesado."

"Ele quer usar o meu corpo, não quer conhecer minha luz."

"- Eu acredito muito pouco nos compromissos, eles deixam de existir quando deixamos de acreditar neles."

"Minha paixão está em toda parte, assim como a minha malícia."

"Quero parar agora, não seguir adiante. Aos 16 anos, sou dona das minhas ações, mas também vítima do acaso e da casualidade."

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Lady Susan - Jane austen [7]

Carta 21
Miss. Vernon à Lady de Courcy
Churchill
Senhora:
Espero que me perdoe pela liberdade que estou tomando. Sou forçada a isso por uma grande angústia. Caso contrário, me envergonharia de importuná-la.
Estou muito infeliz por causa de Sir James Martin, e não há outra solução a não ser escrever para você, uma vez que fui proibida até mesmo de falar com meu tio e minha tia sobre o assunto.
Sendo este o caso, temo que minha solicitação a você, não pareça nada mais que um equívoco, como se eu só atendesse as cartas e não ao espírito das ordens de mamãe. Mas se você não tomar meu partido e convencê-la a romper com ele, ficarei muito perturbada, pois não posso suportá-lo.
Nenhum ser humano a não ser você, poderia ter alguma chance de prevalecer sobre ela.
Se a senhora, portanto, tiver a indescritível bondade de tomar meu partido perante ela e convencê-la a mandar Sir James Martin para longe, serei mais grata a você do que me é possível expressar.
Eu sempre desgostei dele, desde o início, não é uma ideia repentina eu lhe garanto senhora. Eu sempre o achei tolo, impertinente e desagradável e agora mais do que nunca. Prefiro ter de trabalhar para ter o meu pão de cada dia a me casar com ele.
Não sei como me desculpar o suficiente por essa carta, e sei que estou tomando uma liberdade muito grande. Estou consciente do quão terrivelmente irritada ficará mamãe por causa desta carta, mas assumo os riscos.
Eu sou, senhora, sua humilde serva.
Frederica S. Vernon.


Lady Susan - Jane Austen [6]

Carta 17
Sra. Vernon à Lady de Courcy
Churchill
Minha querida mãe. O senhor Vernon retornou na quinta-feira à noite trazendo sua sobrinha com ele. Lady Susan recebeu um recado dele pelo correio neste mesmo dia, informando que a Srta. Summer havia se recusado veemente a permitir que a Srta. Vernon permaneça em sua academia. Estávamos, portanto, preparados para sua chegada, e esperei com impaciência a noite inteira.
Eles chegaram enquanto tomávamos chá, e nunca vi uma criatura tão assustada como Frederica ao entrar na sala. Lady Susan que antes havia se derramado em lágrimas e mostrado grande agitação com a ideia da reunião, recebeu-a com perfeito domínio de si mesma e sem trair-se com o menor espírito de ternura. Ela quase não falava com ela, e quando Frederica irrompeu em lágrimas assim que nos sentamos, levou-a para fora da sala, e não retornou por algum tempo. Quando assim o fez, seus olhos pareciam muito vermelhos e estava tão agitada quanto antes.
Não vimos mais sua filha. O pobre Reginald estava tão preocupado por ver sua leal amiga em tal aflição e lhe prestava assistência com tão terno zelo, que eu, que ocasionalmente vi-a observando seu rosto com alegria, estava perdendo a paciência. Esta representação patética durou a noite inteira, e tamanha ostentação e exibição de sua astúcia, convenceu-me que ela de fato não sentia nada. Desde que vi sua filha, estou tão irritada com ela como nunca antes. A pobre moça parece tão infeliz
que meu coração dói por ela. Lady Susan é certamente muito severa, já que Frederica não parece ter o temperamento que torne a severidade necessária.
Ela parece perfeitamente tímida, desanimada e arrependida. Ela é muito bonita, embora não tão bonita como a mãe e não se pareça com ela em nada. Sua aparência é delicada, porém não tão radiante nem tão bonita quanto a de Lady Susan. Ela tem muito dos traços do Sr. Vernon em seu rosto, o rosto oval e olhos levemente escuros, e há uma doçura peculiar em seu olhar quando ela fala, quer para seu tio quer para mim, pois, como nos comportamos gentilmente com ela, temos naturalmente engajado sua gratidão.
Sua mãe tem insinuado que seu temperamento é intratável, mas eu nunca vi uma expressão menos indicativa de qualquer má índole que a dela. E desde que pude comparar o comportamento de uma para a outra, a severidade invariável de Lady Susan e o desânimo silencioso de Frederica, sou levada a acreditar como antes, que a primeira não tem verdadeiro amor por sua filha, e nunca fez justiça por tratá-la carinhosamente.
Eu não tenho sido capaz de ter qualquer conversa com a minha sobrinha, ela é tímida, e posso ver que alguns esforços foram feitos para impedi-la de passar muito tempo comigo. Nada de satisfatório deixa a transparecer quanto ao seu motivo para fugir. Seu bondoso tio, tenho certeza, teve medo de fazer muitas perguntas enquanto viajavam. Eu gostaria que tivesse sido possível para mim ir buscá-la no lugar dele. Eu acho que teria descoberto a verdade no decurso de uma viagem de trinta quilômetros.
O pequeno pianoforte foi transferido para seu quarto a poucos dias, a pedido de Lady Susan, e Frederica passa a maior parte do tempo ali, praticando, pelo que dizem. Mas eu raramente ouvi qualquer barulho quando passava por lá. O que ela faz lá não sei.
Há uma abundância de livros, mas não é qualquer garota, que tenha sido uma selvagem nos primeiros quinze anos de sua vida, que pode ou quer ler.
Pobre criatura! A vista de sua janela não é muito instrutiva, pois a vista desse cômodo dá para o gramado com os arbustos, você sabe, para um lado, onde ela pode ver sua mãe caminhar por horas conversando seriamente com Reginald.Uma menina da idade de Frederica tem de ser muito infantil para não ser afetada por essas coisas. Não é imperdoável dar tal exemplo a uma filha? No entanto, Reginald ainda pensa que Lady Susan é a melhor das mães, e ainda condena Frederica como uma menina inútil.
Ele está convencido de que sua tentativa de fuga não teve causa justa, e não teve nenhuma instigação. Tenho certeza de que não se pode dizer que não teve. Como a Srta. Summers declarou que a Srta. Vernon não mostrou sinais de teimosia ou perversidade durante sua estadia em Wigmore Street, até que foi descoberto o seu plano, não posso tão facilmente dar crédito ao que Lady Susan o fez acreditar e quer que eu acredite; que era apenas uma impaciência de contenção e um desejo de fugir da aula e de seus mestres que a fez planejar a fuga.
Oh Reginald! Como seu julgamento é manipulado! Mal ousa nem mesmo admitir que ela seja bonita, e quando falo de sua beleza, responde apenas que seus olhos não têm brilho! Às vezes ele tem certeza de que ela é deficiente em compreender, e em outros que seu temperamento é totalmente deficiente. Em suma, quando uma pessoa está sempre a enganar, é impossível que seja coerente. Lady Susan considera necessário, para justificar a si mesmo, que Frederica seja responsabilizada. E considera oportuno acusá-la de ter uma natureza precária e às vezes a lamentar sua falta de juízo.
Reginald apenas repete o que ela diz.
Atenciosamente
Catherine Vernon


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Courtney A. Walsh

''Caro humano: você já entendeu tudo errado.
Você não veio aqui para ser mestre do amor incondicional.
Que é de onde você veio e para onde você vai voltar.

Você veio aqui para aprender o amor pessoal. Amor universal. Amor bagunçado. Amor suado. Louco amor.
Amor quebrado. Todo amor.

Infundido com a divindade.
Vivido a graça de tropeço.
Demonstrado através da beleza.
Muitas vezes.

Você não veio aqui para ser perfeito.
Você já está.
Você veio aqui para ser maravilhosamente humano.
Falho e fabuloso.
E depois subir novamente em lembrar.
Mas incondicional amor?
Pare de contar essa história.
Amor, na verdade, não precisa de nenhum Outros adjetivos.
Ele não requer modificadores.
Ele não requer a condição de perfeição.
Ele só pede que você aparecer.
E fazer o seu melhor.
Que você permanecer presente e sente-se totalmente.

Que você brilha e voar e rir e chora e fere e cura e cair e voltar para cima e joga e trabalha e vive e morre como você.

É o suficiente. É bastante."

Esperança [6]

"Fechar os olhos não ajuda. O fogo queima mais brilhante na escuridão."

"Então, o que eu cheiro? Rosas reais? Será que estou perto do jardim onde as coisas más crescem?"

"Eu não posso acreditar o quão normal me fizeram parecer do lado de fora quando por dentro eu sou como um deserto."

"...Nós somos volúveis, seres estúpidos com memória fraca e um grande talento para a autodestruição. Embora quem sabe?..."

"Mas o mal está dentro e não fora."

"Peeta e eu voltamos nos aproximar... Eu acordo gritando com pesadelos de mutações e crianças perdidas. Mas os seus braços estão lá para me confortar. E, finalmente, seus lábios. Na noite em que eu sinto aquela coisa de novo, a fome que me dominou na praia, eu sei que isso teria acontecido de qualquer maneira. Eu acordo gritando com pesadelos de mutações e crianças perdidas. Mas os seus braços estão lá para me confortar. E, finalmente, seus lábios. Na noite em que eu sinto aquela coisa de novo, a fome que me dominou na praia, eu sei que isso teria acontecido de qualquer maneira. Que o que eu preciso para sobreviver não é fogo de Gale, aceso com raiva e ódio. Eu tenho fogo suficiente sozinha. O que eu preciso é o dente-de-leão na primavera. O amarelo brilhante que significa o renascimento, em vez de destruição. A promessa de que a vida pode continuar, não importa quão ruim foram as nossas perdas. Isso pode ser bom novamente. E só Peeta pode me dar isso.
Então, depois, quando ele sussurra, -Você me ama. Real ou não real?
Digo-lhe, -Real."

Esperança [5]

"Ele gela com meu toque, mas não recua. Então eu continuo gentilmente alisando para baixo seu cabelo. Essa é primeira vez que eu voluntariamente o toco deste a última arena.
-Você ainda está tentando me proteger. Real ou não real. - ele murmura.
-Real. - eu respondo. Isso parece requerer mais informação. - Porque isso é o que você e eu fazemos. Protegemos cada um o outro."

"Minhas mãos deslizam para cima de seus pulsos para agarrar o seu. - Não permita que ele tome você de mim.
Peeta está severamente ofegante enquanto ele luta contra os pesadelos atormentando em sua cabeça. -Não. Eu não quero...
Eu aperto suas mãos até o ponto da dor. - Permaneça comigo.
Suas pupilas se contraem até ficarem minúsculas, dilatam mais uma vez rapidamente, e então retornam para alguma coisa semelhante a normalidade. - Sempre. - ele murmura."

"Sem hesitação, eu atiro do coração dela."

"-O que você acha, Peeta? - eu finalmente pergunto para ele."
-Eu acho... que você não tem mesmo ideia. Do efeito que você pode ter."

"-Bem, isso seria uma discussão muito longa. Eu acho que é improvável todos os três de nós sobrevivermos ao fim da guerra. E se nós sobrevivermos, eu penso que esse é um problema de Katniss. Quem escolher. - Gale boceja. -Nós devemos ter algum sono.
-Sim. - Eu ouço as algemas de Peeta deslizarem para baixo do suporte enquanto ele se acomoda. -Eu queria saber como ela se decidirá.
 -Oh, isso eu sei. - Eu posso somente ouvir as últimas palavras de Gale através das camadas de pelica. -Katniss escolherá quem quer que ela pense que não pode sobreviver sem."

Esperança [4]

"-Eu devo ter amado você um bocado.
-Você amou.- Minha voz prende e eu finjo tossir.
-E você me amou? - ele pergunta.
Eu mantenho meus olhos no chão ladrilhado. -Todos dizem que eu amei. Todos dizem que é por isso que Snow torturou você. Para me arruinar.
-Isso não é uma resposta. - ele me fala."

"Quando eu compreendo, isso é perto de mortificante para admitir. Todos esses meses tomados por aceitar que Peeta pensava que eu era maravilhosa estão acabados. Finalmente, ele pode me ver como eu realmente sou. Violenta. Desconfiada. Manipuladora. Implacável.
E eu o odeio por isso."

"Rosas. Lobos mutantes. Tributos. Golfinhos de glacê. Amigos. Mockingjays. Estilistas. Eu. Tudo grita em meus sonhos esta noite."

"Eu considero falar um adeus final para Peeta, decido que isso só seria ruim para ambos de nós. Mas eu escorrego a pérola dentro do bolso do meu uniforme. Uma lembrança do garoto com o pão."


Esperança [3]

"O que vai me arruinar?... O que vai me quebrar em milhões de pedaços de modo que eu fique além do reparo, além da utilidade? Digo isso para ninguém, mas isso devora minhas horas de vigília e se combina ao longo dos meus pesadelos."

"Hoje eu posso perder os dois.
Tento imaginar um mundo onde a voz de ambos, Gale e Peeta, se cessaram. Mãos quietas. Os olhos sem piscar. Estou de pé sobre seus corpos, com um último olhar, deixando a sala onde eles estão. Mas quando eu abro a porta para deixar o mundo, apenas um vazio enorme. Um nada cinza claro que é o meu futuro."

"- Nunca vai acontecer. Você é muito valiosa e muito vulnerável."   

"Veneno. A arma perfeita para uma cobra."

"Meus lábios estão justamente formando seu nome quando seus dedos se fecham em volta da minha garganta."

"Apesar do que eu senti por Peeta, isso é quando eu aceito profundamente que ele nunca irá vir para mim. Ou eu nunca irei voltar para ele. Eu irei permanecer no 2 até sua queda, vou para o Capitol e mato Snow, e então definho para minha desgraça. E ele irá definhar insano e me odiando. Então no desvanecimento da luz eu fecho meus olhos e beijo Gale para compensar todos os beijos que eu tenho contido e porque isso não é a causa importante, e porque eu estou tão desesperadamente solitária que eu não posso aguentar."

"Sempre.
Na decadência da morfina, Peeta murmura a palavra e eu vou procurando por ele. Isso é um mundo levemente colorido de violeta, sem nenhum canto difícil, e muitos lugares para se esconder. Eu empurro através de barreiras de nuvens, seguindo fracos rastros, pegando o aroma de canela, dos grãos. Uma vez eu senti sua mão em minha bochecha e tentei pegá-la, mas ela se dissolveu como névoa através de meus dedos."



Esperança [2]

A Árvore do Enforcamento

"Você está, você está
Vindo para a árvore
Onde o homem morto gritou a seu amor para fugir.
Coisas estranhas aconteceram aqui
Não seria estranho
Se nos encontrássemos à meia-noite na árvore de enforcamento.
Você está, você está
Vindo para a árvore
Quando eu lhe disse para correr, assim nós dois estaríamos livres.
Coisas estranhas aconteceram aqui
Não seria estranho
Se nos encontrássemos à meia-noite na árvore de enforcamento.?
Você está, você está
Vindo para a árvore
Usando um colar de corda, lado a lado comigo.
Coisas estranhas aconteceram aqui
Não seria estranho
Se nos encontrássemo à meia-noite na árvore de enforcamento.?"


Esperança

"A cor da lama que deseja se derreter."

"Posicionada na minha cômoda, a rosa branca como a neve é uma mensagem pessoal para mim. Ela fala de negócios inacabados. Ela sussurra, Eu posso te encontrar. Eu posso chegar até você. Talvez eu esteja vendo você agora."

"E se nós queimarmos, você queima conosco!?"

"Porque você sabe quem eles são e o que fazem?"

"Eu realmente me sinto doente. Deprimida. E muito cansada para um dia de produção. Mas eu já estou na Produção, então eu vou."

"Nada além de um lugar onde eu fui feliz, eu penso."

"- Então, o que você acha que eles vão fazer com ele?? eu pergunto.
Prim soa como se tivesse cerca de mil anos de idade quando ela fala.
- O que for preciso para arruinar você.?"


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Lady Susan - Jane Austen [5]

"Eu confio que sou capaz de fazer minha história tão boa quanto à dela. Se sou vaidosa de algo, é de minha eloquência. Consideração e estima, resultam do domínio da linguagem assim como a admiração depende da beleza, e aqui tenho oportunidade suficiente para exercitar meu talento já que a maior parte do meu tempo é gasto com conversas."

Lady Susan - Jane Austen [4]

Carta 12
Sir Reginald de Courcy à seu filho
Parklands
Eu sei que os jovens não admitem qualquer investigação em assuntos do coração, mesmo por parte de seus parentes mais próximos. Porém eu espero meu querido Reginald, que você se mostre superior, por não causar a ansiedade de um pai e achar-se no direito de recusar sua confiança e conselho. Você deve ter em mente que, como filho único e representante de uma antiga família, suas escolhas na vida são de importância em suas relações, principalmente na questão do casamento. Há muito em jogo: sua felicidade, a felicidade de seus pais e a honra de seu nome.
Não estou supondo que você aceitaria um compromisso dessa natureza, sem consultar sua mãe e eu, ou pelo menos, sem estar convencido de que aprovaríamos sua escolha. Mas, não posso deixar de temer, que sejas induzido, pela dama que ultimamente tem-se aproximado de você, a um casamento que toda sua família, próxima ou distante, reprovaria. A idade de Lady Susan em si, já é uma
objeção. Mas, sua falta de caráter é ainda mais grave e faz a diferença de doze anos, em comparação, parecer muito pequena. Se você não estivesse cegado pelo fascínio, seria ridículo relembrar os casos de impropriedade por parte dela que já são de conhecimento geral.
Sua negligência em relação ao marido, o encorajamento que deu aos outros homens, sua extravagância e devassidão, eram tão evidentes, que ninguém poderia ignorar na época, nem poderia ser esquecido agora. Para nossa família, ela sempre foi representada de forma suavisada pela benevolência do Sr. Charles Vernon, e ainda, apesar de seus esforços para desculpá-la, sabemos que ela fez, pelas razões mais egoistas, todos os esforços para impedir o casamento dele com Catharine.
Minha idade e o aumento de minha enfermidade, me fazem desejoso de vê-lo estabelecido na vida. A fortuna de sua esposa, devido à bondade de minha inclinação, me é indiferente. Mas, sua família e caráter devem ser irrepreensíveis. Se sua escolha estiver de acordo com essas exigências, prometo-lhe meu consentimento pronto e alegre. Mas, é meu dever opor-me a uma relação que é resultada
de um engenho profundo e que só poderia trazer um final infeliz.
É provável que seu comportamento se deva apenas à vaidade ou ao desejo de ganhar a admiração de um jovem que ela acreditava estar predisposto contra ela. Mas, é mais provável que ela esteja procurando algo mais. Ela é pobre e é natural que busque uma aliança vantajosa para si mesma. Você conhece seus direitos e sabe que está fora de meu alcance impedir que herde a propriedade da família.
A capacidade de afligi-lo durante toda minha vida, seria uma vingança a qual eu jamais me rebaixaria, em qualquer circunstância. Eu lhe digo meus sentimentos e intenções honestamente. Não quero apelar a seus temores, e sim a seu juízo e afeto. Vê-lo casado com Lady Susan Vernon, destruiria toda a serenidade de minha vida. Seria o fim de todo o orgulho honesto, com a qual eu tenho considerado meu filho até agora. Envergonhar-me-ia vê-lo, saber dele e pensar nele.
Talvez esta carta não resulte em nenhum bem, além de aliviar minha mente, mas achei que era meu dever dizer-lhe que seu interesse por Lady Susan não é segredo para seus amigos e para adverti-lo contra ela. Eu teria prazer em ouvir suas razões para desacreditar a inteligência do Sr. Smith, você não tinha nenhuma dúvida de sua autenticidade, há um mês.
Se você puder me dar a sua garantia de não ter nenhum projeto para além de apreciar a conversa de uma mulher inteligente por um curto período, e de ceder apenas admiração por sua beleza e habilidades, sem se deixar cegar por eles para seus defeitos, você vai me restaurar a felicidade, mas, se você não puder fazer isso, me explique, pelo menos, o que ocasionou uma alteração tão grande na sua opinião sobre ela.

Atenciosamente
Reginald de Courcy


Lady Susan - Jane Austen [3]

Carta 6
Sra. Vernon ao Sr. De Courcy
Churchill
Meu querido Reginald, conheci aquela perigosa criatura, e devo dar-lhe uma descrição, mas espero que em breve sejas capaz de formar seu próprio julgamento, ela é realmente muito bonita, mas você talvez questione as seduções de uma mulher que já não é mais jovem, eu da minha parte, declaro que raramente vi uma mulher tão bonita como a senhora Susan. Ela é delicadamente loura, com seus olhos cinzentos e cílios escuros. Por sua aparência, não parece ter mais de 25 anos, no entanto, deve ter uns dez a mais.
Eu certamente não estava disposta a admirá-la, embora sempre tivesse ouvido que ela era bonita, porém, não posso evitar sentir que ela possui uma rara combinação de brilho, simetria e elegância. Ela se dirigiu a mim com tanta bondade, abertura e até mesmo amor, que se eu não soubesse o quanto desgostava de meu casamento com o Sr. Vernon, eu a consideraria uma amiga íntima.
Costumamos associar a autoconfiança com o ar galanteador e pretensioso, e espera-se que uma mente insolente, aja de maneira insolente, pelo menos eu estava esperando de Lady Susan um grau indevido de confiança, mas seu semblante é doce e sua voz e maneiras cativantes. Lamento que seja assim, pois o que mais seria senão uma farsa?
Infelizmente, nós a conhecemos muito bem. Ela é inteligente e agradável, tem tanto conhecimento do mundo, que começa uma conversa fácilmente, e fala muito bem. Possui uma forma de linguagem alegre, que é muitas vezes utilizado, acredito eu, para fazer o preto parecer branco.
Eu estava quase convencida de que ela sentia um afeto genuíno por sua filha, apesar de eu por tanto tempo, ter sido convencida do contrário. Ela fala dela com tanta ternura e ansiedade, e lamenta tão amargamente a negligência de sua educação, embora afirme ser totalmente inevitável, que sou obrigada a lembrar-me de quão sucessivamente ela passou pela cidade enquanto sua filha foi deixada em Staffordshire, aos cuidados de criados ou de uma governanta pouco melhor, para evitar que eu acreditasse no que ela diz.
Se suas maneiras tem uma grande influência no meu coração ressentido, você pode imaginar quanto mais elas operam fortemente no temperamento generoso Sr. Vernon. Gostaria de estar tão segura quanto ele de que foi escolha dela deixar Langford e vir para Churchill. Se não houvesse permanecido três meses lá antes de descobrir que o estilo de vida de seus amigos não se adequava
com sua situação e estado de espírito, eu teria acreditado que a preocupação com a perda de um marido como o Sr. Vernon, a quem seu próprio comportamento foi pouco excepcional, a fizesse desejar uma temporada em reclusão. Mas, não posso esquecer a extensão de sua visita aos Mainwarings, e quando reflito sobre os diferentes modos de vida que ela levou com eles, contrário
da que ela submete-se agora, só posso supor que o desejo de reestabelecer sua reputação, seguindo embora tardiamente, o caminho da decência, foi o que a levou a separar-se de uma família, onde ela deveria na verdade, ter sido particularmente feliz.
A história de seu amigo, o Sr. Smith, no entanto, não pode estar totalmente correta já que ela corresponde-se regularmente com a Sra. Mainwaring. Sem dúvida, deve ser exagerada. É quase impossível que dois homens sejam tão grandemente enganados por ela ao mesmo tempo.

Atenciosamente. Catherine Vernon

Lady Susan - Jane Austen [2]

"Quando orgulho e estupidez se unem, não podem ser anuladas pela astúcia..." (Sr. Courcy)

Lady Susan - Jane Austen

Carta 2
De Lady Susan para Sra. Johnson
Langford
Você estava enganada, minha querida Alícia, ao supor que eu passaria o inverno inteiro aqui: entristece-me dizer o quanto estava enganada, pois eu raramente passei três meses mais agradáveis do que estes que passaram.Agora tudo é problema. As mulheres da família estão unidas contra mim. Você predisse que seria assim quando cheguei a Langford. Mainwaring é tão extraordinariamente encantadora que eu não podia deixar de me sentir apreensiva. Lembro-me de dizer a mim mesma quando me dirigia para a casa: “Eu gosto deste homem, rezo aos céus para que isso não cause nenhum mal!”
Mas eu estava determinada a ser discreta e o mais silenciosa possível, tendo em mente minha situação de viúva à apenas quatro meses, e foi o que fiz minha querida criatura. Não tenho aceitado as atenções de ninguém exceto as de Mainwaring. Eu tenho evitado todo o flerte, não distinguindo ninguém, exceto Sir James Martin, a quem eu dei um pouco de atenção a fim de afastá-lo da Sra. Mainwaring; No entanto, se o mundo soubesse quais eram as minhas intenções, teriam me elogiado.
Tenho sido acusada de ser uma mãe cruel e desatenta, mas foi o impulso sagrado do amor materno que me estimulou. E se minha filha não fosse a maior tola do mundo, meus esforços teriam sido recompensados como deveriam. Sir James fez-me propostas para Frederica, mas Frederica, que nasceu para ser o tormento da minha vida, preferiu fixar-se tão violentamente contra o plano, que eu pensei ser melhor esquece-lo por enquanto. Arrependi-me de não ter casado com ele eu mesma; se eu não fosse tão desprezivelmente fraca, eu o faria. Mas, me confesso bastante romântica neste respeito e as riquezas por si só, já não me satisfazem.
A consequência de tudo isso é: Sir James se foi, Maria está altamente irritada e a Sra. Mainwaring insuportavelmente ciumenta. Assim, é tanta inveja e raiva de mim, que em um acesso de ira, não me surpreenderia se recorresse ao seu guardião, caso tivesse acesso livre a ele. Seu marido, porém, continua sendo meu amigo e a ação mais gentil e bondosa de sua vida é livrá-la para sempre do casamento. Meu único pedido é que mantenha seu ressentimento. Agora estamos muito angustiados. A casa nunca havia visto tanta alteração. A familia toda está em pé de guerra e Mainwaring mal ousa falar comigo. Chegou a hora de eu partir e estou determinada a sair daqui. Espero passar um dia agradável com você na cidade esta semana. Se o Sr. Johnson continuar a mostrar tão pouca simpatia para comigo, como de costume, venha me visitar na rua wigmore número 10, mas espero que não seja o caso, pois o Sr. Johnson, apesar de todos os seus defeitos, é um homem a quem a palavra “respeitável” é sempre aplicada, e sendo eu tão íntima de sua esposa, seu desprezo me é estranho.
Passarei pela cidade em caminho para aquela insuportável vila rural, já que finalmente estou indo para Churchill. Perdoe-me minha cara amiga, este é meu último recurso. Se houvesse na Inglaterra outra casa aberta a mim, me seria preferível. Tenho aversão a Charles Vernon, e medo de sua esposa. No entanto, devo permanecer lá até ter algo melhor em vista. Minha filha me acompanhará até a cidade, onde a deixarei aos cuidados da Srt.Summers, na rua Wigmore, até que ela tome um pouco mais de juízo. Lá ela terá boas companhias, pois as meninas são todas das melhores famílias. O preço é muito alto, muito mais do que eu posso pagar.
Adeus. Enviarei um bilhete assim que chegar à cidade.

Sempre sua
Sa. Vernon